Barrados na alfândega
Livros brasileiros enviados à Feira de Buenos Aires ficaram retidos na alfândega por quinze dias
Uma autorização emitida na tarde de terça-feira livrou 500 títulos brasileiros de passar o resto da 40ª Feira do Livro de Buenos Aires em algum galpão da fronteira, junto a tantos outros produtos que ali param em consequência das duras regras que restringem a entrada de importados. Os livros brasileiros ficaram parados na alfândega durante 15 dias, enquanto representantes da delegação brasileira procuravam obter a liberação. Três tentativas foram feitas, sem sucesso, segundo Marcelo Del Rosal, responsável pela área de relações internacionais da livraria SBS, dedicada à venda de publicações brasileiras na Argentina. Diante da notícia, Del Rosal apressou-se a reorganizar o estande da SBS. Desde que a feira foi aberta ao público, no dia 24, a participação brasileira estava limitada a livros que já estavam na livraria, importados em alguma outra ocasião. Exemplares do dicionário Aurélio fizeram o papel de guardar lugar, por exemplo, para os 200 livros que a Edusp, a editora da Universidade de São Paulo, separou para apresentar na feira e que estavam entre os barrados pelas autoridades alfandegárias.
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