A Bogotá de García Márquez
Repórter da Folha de S. Paulo visita pontos frequentados por García Márquez em Bogotá
“Tenho 5.000 anedotas para contar sobre Bogotá, a cidade onde me formei”, diria Gabriel Garcia Márquez. Na tentativa de recuperar algumas delas, a exposição Gabo, Feliz e Cachaco (“cachaco” designa os bogotanos) reúne fotos e passagens de textos e está em cartaz atualmente na cidade. A ideia é mostrar como o Nobel não teria se desenvolvido política ou literariamente se não tivesse passado por Bogotá. A Folha percorreu alguns dos locais de Gabo em Bogotá. O primeiro que encontrou foi seu café preferido, o San Moritz, de portas fechadas. A fachada vermelha do edifício colonial, próximo à Candelaria (coração da Bogotá do domínio espanhol), agora está tomada por ambulantes. A Candelária, zona que era o coração da cidade nos anos 40/50, quando Gabo vivia ali, na rua Florián, hoje está tomada pelo comércio popular e informal. Gabo fazia praticamente tudo ali, lia, estudava, namorava, ia ao bilhar ou ao baile “La Hora Costeña”, que tocava música caribenha no meio da rua. A música ainda é presença constante, através dos aparelhos de som portáteis que os ambulantes levam às ruas para escutar vallenato (estilo musical popular colombiano).
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