A equação da Livraria Cultura
A rede controlada pela família Herz nunca vendeu tantos livros como agora. O segredo do negócio está na diversificação.
O movimento logo na entrada da matriz da Livraria Cultura não justifica o olhar sério do empresário paulistano Sergio Herz. Herdeiro de uma das maiores redes de livrarias do Brasil, ele está, na verdade, comemorando o final de um semestre em que a Livraria Cultura nunca faturou tanto em sua história. “Até o fim do ano, 20 milhões de pessoas terão passado em nossas 19 lojas espalhadas pelo Brasil e 60 milhões de internautas terão visitado nosso site”, diz Herz. “Espero fechar o ano faturando R$ 520 milhões”, afirma o executivo. Se a estimativa estiver correta, as receitas de 2014 devem ser 15% maiores do que as do ano passado. Por trás desses números está uma estratégia de diversificação na qual Herz tem investido pesado. “Não vendemos somente livros”, afirma. “Proporcionamos experiências.” A estratégia online é completamente diferente. “Lá temos de competir com gigantes, como a Amazon e o Ebay”, diz Herz, que investiu R$ 8 milhões numa plataforma própria de e-commerce criada pela Oracle. “O caminho é a customização, ou seja, um site para cada cliente”, diz Herz.
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