Livros resgatam imagens de mulheres da Corte
Dona Maria 1º, Carlota Joaquina e Imperatriz Leopoldina têm biografias nas livrarias brasileiras
Biografias foram lançadas na tentativa de iluminar os aspectos modernizantes de seu reinado de dona Maria 1ª (1777-1816). No Brasil, sua figura tem sido reinterpretada. “O bicentenário da vinda da família real, em 2008, inaugurou um novo interesse pelos personagens. Até então, eles estavam marcados pelos estereótipos criados por uma velha historiografia”, diz a historiadora Mary del Priore. Entre as mulheres já resgatadas está a imperatriz Leopoldina. Antes tida apenas como uma sofredora, teve a reputação elevada à de estrategista política e amante da ciência, como se pode conferir nas cartas reunidas em Cartas de uma Imperatriz (Estação Liberdade). Outra que escapou da caricatura foi Carlota Joaquina, mulher de dom João 6º. O livro Carlota Joaquina na Corte do Brasil (Civilização Brasileira), de Francisca Nogueira de Azevedo, mostrou-a ativamente interessada em socorrer a Espanha do domínio napoleônico.
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