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Edney Silvestre cria beco sem saída em novo romance

06 de setembro de 2014
2 min de leitura

Novo livro de jornalista saiu pela Record

Boa Noite a Todos (Record, 208 pp, R$ 28), novo livro de Edney Silvestre, compreende duas obras —uma novela e um monólogo teatral— com tramas coincidentes e escritas em paralelo, como ele explica no texto que fecha o volume. Em ambas, temos Maggie, “senhora de idade indefinida” que se hospeda num hotel com propósitos suicidas. A decisão se deve menos a traumas ou a um estado depressivo do que à impossibilidade de viver o luto e a melancolia. Após uma sucessão de pequenos derrames, Maggie está perdendo a memória, tem lapsos de linguagem, confunde nomes até mesmo de pessoas muito próximas: os três maridos, a mãe que se suicidou, a irmã que ela levou à morte ao manter relação adúltera com o cunhado. Desde seu romance de estreia, Se eu fechar os olhos agora (Record), Silvestre mostrou excepcional habilidade para abrir, nos dramas de suas personagens, fissuras pelas quais se enxerga a história contemporânea. Aqui, ela aparece de modo compassivo e cruel com a voz de um narrador que, na novela, fustiga as lembranças lacunares da protagonista.

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