Sem acordo, editoras lançam duas traduções de Paradiso, de Lezama Lima
Martins e Estação Liberdade alegam que adquiriam os direitos da obra do romancista e poeta cubano e querem honrar o contrato
Na melhor das hipóteses, o leitor brasileiro poderá, a partir da próxima semana, escolher entre duas traduções do romance Paradiso, do cubano José Lezama Lima (1910-1976): a de Josely Vianna Baptista (616 pp, R$ 74), feita para a Estação Liberdade, ou a de Olga Savary (624 pp, R$ 84,90), encomendada pela Martins. Mas a obra do poeta e romancista não está em domínio público para que novas traduções saiam assim à vontade. Angel Bojadsen, da Estação Liberdade, comprou os direitos do título em 2006 diretamente da irmã do escritor, Eloísa Lezama Lima. Antes disso, porém, em 1983, os direitos de Lezama Lima passaram para o Estado cubano, já que ele não deixou testamento. E desde 1997, a Agencia Literária Latinoamericana é responsável pelas negociações estrangeiras. Foi com essa agência que o editor Evandro Martins Fontes fez negócio em 2011. Ou seja, os dois têm contratos assinados e querem honrar seus compromissos. A edição da Martins, feita em menos tempo, já começou a ser vendida. A da Estação Liberdade, que traz textos da irmã do autor, está em gráfica e deve ficar pronta na próxima semana. Cada uma das editoras mandou imprimir 2 mil exemplares da obra.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
