Selfies também podem ocultar
Super-sucesso editorial de Gillian Flynn leva para o cinema faces enigmáticas do autoconsumismo que não conhece limites
Garota exemplar, de Gillian Flynn, lançado há dois anos, ficou 11 semanas no topo dos mais vendidos do New York Times, traduzido para mais de 40 idiomas, inclusive o português, e, em adaptação cujo roteiro ela própria assina, com direção de David Fincher, chegou aos cinemas na quinta-feira. Garota exemplar é um inusitado estudo da vida a dois nos EUA em meio ao que a autora define como “autoconsumismo desenfreado”, representado pela onipresença da fantasia, dos selfies e das narrativas maniqueístas das redes sociais, da grande imprensa e da própria Hollywood, interessados em criar vítimas e vilões instantâneos. Gillian conversou com o Valor sobre livros, filmes e a parceria com Fincher, renovada na série Utopia, em produção para o canal HBO.
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