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Editores falam sobre a ameaça da internet

11 de outubro de 2014
2 min de leitura

Empresas criam artifícios para combater a pirataria

No boletim mensal que envia a seus associados, o SNEL lista as dez obras que foram mais pirateadas na internet no mês anterior. E, entre os títulos, há tanto de ficção como de não ficção – ironicamente, em setembro, ostentava o segundo lugar o romance A menina que roubava livros (Intrínseca), do australiano Markus Zusak, que há anos faz sucesso no Brasil. “Não temos condições de dimensionar quantos downloads de cada obra são feitas por dia, apenas temos um software que vasculha a rede em busca de sites piratas, que oferecem os títulos gratuitamente de forma ilegal”, comenta Sônia Machado Jardim, presidente do Snel e executiva da editora Record. “Tão logo detectamos um site, entramos na Justiça para impedir a pirataria. Mas, é como enxugar gelo, pois para cada site fechado, outro é rapidamente aberto.” Como ainda não há uma jurisdição específica para o tema, o que implicaria, por ora, na violação dos direitos do cidadão, a solução prática é aumentar o policiamento e a filosófica é acreditar na conscientização dos usuários. 

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