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Publicação dos diários de Heidegger aprofunda debate sobre sua ligação com o nazismo

18 de outubro de 2014
2 min de leitura

Convidado para colóquio no Brasil, editor dos Cadernos negros analisa acusações de antissemitismo contra o filósofo

“É por isso, provavelmente, que a polêmica contra mim se reacende sempre que houver um pretexto”. Assim o filósofo alemão Martin Heidegger (1889-1976) se defendia em uma entrevista concedida em 1966 à revista alemã Der Spiegel das fortes acusações do livro de Alexander Schwan sobre sua passagem pelo Partido Nacional-Socialista. Por conta dessa mancha profunda em sua biografia, a discussão sobre o passado de Heidegger costumava ficar no campo do ataque contra defesa. Ficava, até a publicação na Alemanha dos chamados Cadernos negros, em março deste ano. Este lançamento, seguido de dois livros escritos pelo editor dos Cadernos negros, o também filósofo alemão Peter Trawny, deu estofo teórico e documental para que a discussão se aprofunde.  O impacto da publicação dos Cadernos negros sobre as leituras do autor de Ser e tempo vai ser o mote do XIX Colóquio Heidegger, que será promovido pela Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia (Anpof) na Unifesp, em São Paulo, entre os próximos dias 23 e 25.

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