Dissidente soviético Eduard Limonov inspira livro de escritor francês
‘Limonov’ sai pela Alfaguara
Emmanuel Carrère, um dos mais conhecidos escritores franceses, encontrou um personagem perfeito em Eduard Limonov, que se descreve como o Johnny Rotten dos escritores soviéticos dissidentes. O resultado é o livro Limonov (Alfaguara, 344 pp, R$ 44,90), com o subtítulo “as ultrajantes aventuras do poeta soviético radical que se tornou um vagabundo em Nova York, uma sensação na França e um anti-herói político na Rússia”. Carrère direciona sua mescla de ficção com reportagem biográfica e o seu interesse por grandes questões para esse poeta russo cuja classificação é impossível: ao mesmo tempo um rebelde e um totalitário, um escritor obsceno de memórias semificcionais que, após anos no Ocidente, ficou ao lado dos sérvios na guerra da Bósnia e depois retornou à Rússia para se tornar um agitador político ultranacionalista. Carrère disse que viu em Limonov algo emblemático sobre o mundo pós-soviético. O livro começa com uma citação do presidente russo, Vladimir Putin: “Quem quer a União Soviética de volta não tem cérebro. Quem não sente saudades dela não tem coração”. Essa complexa nostalgia é o tema central de Limonov.
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