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Dissidente soviético Eduard Limonov inspira livro de escritor francês

11 de novembro de 2014
2 min de leitura

‘Limonov’ sai pela Alfaguara

Emmanuel Carrère, um dos mais conhecidos escritores franceses, encontrou um personagem perfeito em Eduard Limonov, que se descreve como o Johnny Rotten dos escritores soviéticos dissidentes. O resultado é o livro Limonov  (Alfaguara, 344 pp, R$ 44,90), com o subtítulo “as ultrajantes aventuras do poeta soviético radical que se tornou um vagabundo em Nova York, uma sensação na França e um anti-herói político na Rússia”. Carrère direciona sua mescla de ficção com reportagem biográfica e o seu interesse por grandes questões para esse poeta russo cuja classificação é impossível: ao mesmo tempo um rebelde e um totalitário, um escritor obsceno de memórias semificcionais que, após anos no Ocidente, ficou ao lado dos sérvios na guerra da Bósnia e depois retornou à Rússia para se tornar um agitador político ultranacionalista. Carrère disse que viu em Limonov algo emblemático sobre o mundo pós-soviético. O livro começa com uma citação do presidente russo, Vladimir Putin: “Quem quer a União Soviética de volta não tem cérebro. Quem não sente saudades dela não tem coração”. Essa complexa nostalgia é o tema central de Limonov.

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