Escritor americano faz de sua biografia ode ao insucesso
Rocco lança ‘Fracassinho’, autobiografia de Gary Shteyngart
Gary Shteyngart é um dos principais representantes da nova literatura americana. Gary, porém, não é americano e nem se chama Gary. Em Fracassinho (Rocco, 448 pp., R$ 44,50), ele narra sua trajetória, fugindo de uma asma que lhe rouba o fôlego, quando seus pais emigram de Leningrado (atual São Petersburgo). A família aterrissa nos subúrbios de Nova York em 1978. Um mundo de ficção científica se abre aos olhos do pequeno Igor, que seria renomeado num esforço de aproximação com o mundo anglófono e de evitar a xenofobia. Em Fracassinho, ao contrário dos outros três livros (O pícaro russo, Uma história de amor real e supertriste e Absurdistão), o autor abdica da máscara da ficção. “Foi uma chance de juntar um registro do que era ser uma criança crescendo sob um poder decadente e mudando para outro poder decadente”, disse.
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