João do Rio tem três livros clássicos reeditados pela primeira vez
Nas obras, autor transita entre as cidades modernizada e marginalizada
No início do século XX, o jornalista e escritor Paulo Barreto, mais conhecido pelo pseudônimo João do Rio, podia ser encontrado nos cafés da Rua do Ouvidor e nos terreiros da Cidade Nova, à mesa com políticos influentes ou com cartomantes no subúrbio. Essas diferentes faces do principal cronista autor do clássico A alma encantadora das ruas (1910), estão representadas em três livros que serão reeditados pela primeira vez: Psicologia urbana (1911), Os dias passam… (1912) e No tempo de Wenceslau (1917). As obras, que fazem parte da série Cadernos da Biblioteca Nacional, serão lançadas no fim de março. O jornalista transitava entre a cidade moderna que nascia a partir das reformas iniciadas em 1903 pelo prefeito Pereira Passos, e a cidade marginalizada, social e geograficamente, pelas mesmas reformas, que queriam acabar com a imagem insalubre e insegura da então capital federal.
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