Obras de grandes autores na mira de novas editoras
Enquanto grandes editoras se digladiam pelo próximo best-seller, Carambaia, Mundaréu, Poetisa e Descaminhos querem os clássicos
Desde março, a Carambaia publicou quatro títulos (a média de venda é de 90 exemplares por mês). Os três primeiros, Soldados rasos, de Frederic Manning, Juncos ao vento, de Grazia Deledda, e Homens em guerra, de Andreas Latzko, saíram juntos, no lançamento da editora, e Salões de Paris, de Marcel Proust, foi apresentado em julho. O que eles têm em comum é que são exemplares da boa literatura, estavam fora de catálogo (ou nunca haviam sido traduzidos) e, melhor, seus autores estão em domínio público. Outro diferencial da editora é que ela só vende pelo site e desde os últimos dias na Livraria Blooks, que ofereceu uma condição mais interessante. Já a Mundaréu prevê, para 2016, a criação de uma coleção para autores latinos. Nela, estarão, entre outros, O senhor presidente (1946), do Nobel guatemalteco Miguel Ángel Asturias, e uma coletânea de contos de outro Miguel Ángel, o de la Torre, cubano. Outras duas editoras também estão se destacando no resgate de obras literárias. A Poetisa tem apenas dois títulos em catálogo: A bela e a fera, a primeira edição integral da obra (de 1757) aqui e O coelho de veludo, clássico infantil britânico (de 1922) também inédito no País. A Descaminhos, criada em 2013 por André Aubert, termina em dezembro o bravo trabalho de reeditar, em e-book, a volumosa ficção de José Geraldo Vieira (1897-1977).
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