As paixões de Oliver Sacks
Autor escreveu sobre a culpa de abandonar a família e sua ligação com o irmão
Quando Oliver Sacks tinha 12 anos, um professor bastante sagaz escreveu num relatório: “Sacks vai longe, se não for longe demais”. Hoje está claro que Sacks jamais parou de ir. Desde as primeiras páginas do livro de memórias Sempre em movimento – Uma vida (Companhia das Letras, 392 pp; R$ 59,90; e-book R$ 39,90 – Trad. Denise Bottmann), em que relata sua paixão de juventude pelas motos e pela velocidade. Sacks mostra como a mesma energia que motiva suas paixões “físicas” – levantamento de peso e natação – alimenta suas paixões cerebrais. Ele escreve a respeito de seus casos de amor, tanto os românticos quanto os intelectuais, sobre a culpa de abandonar a família para ir aos Estados Unidos, sua ligação com o irmão esquizofrênico e os escritores e cientistas que o influenciaram – Thom Gunn, A. R. Lúria, W. H. Auden, Gerald M. Edelman, Francis Crick.
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