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Genocídio dos Kaingang sob o mito da paulistanidade

23 de março de 2026
1 min de leitura

O objeto do livro é mostrar como uma classe dominante exterminou um povo e de que forma construiu uma teoria de superioridade racial que justificou um genocídio

Holocausto paulista (Telha, 272 pp, R$ 70,90) trata de como foi planejado, arquitetado e executado o genocídio dos Kaingang, baseado em um mito de superioridade racial que transformou-se em um holocausto, com consequências demográficas drásticas para esse povo. A obra de Leonardo Sacramento não fala dos vencidos, mas dos “vencedores”, a elite econômica, política e intelectual paulista da primeira metade de século XX, que, a rigor, é a mesma do modo de produção escravista e da contemporaneidade. É uma história das famílias que acumularam no escravismo e expandiram seus capitais sobre o noroeste exterminando, por meio do Estado, os Kaingang, que dominavam, segundo fontes oficiais, algo em torno de 30% a 40% do território paulista.

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Beatriz Sardinha

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