‘Purity’ é a trama mais ágil e intimista de Jonathan Franzen
Escritor americano mergulha na psique de seus personagens em nova obra
Em seu dinâmico romance novo, o americano Jonathan Franzen traça um retrato divertido de um escritor que se debate para escrever um livro “que lhe garanta seu lugar no cânone americano moderno”. Franzen é conhecido por dois grandes romances, As correções e Liberdade, que oferecem uma grande angular da vida da classe média americana e ajudaram a consolidar sua reputação como um dos escritores mais talentosos de sua geração. Seu romance mais recente, Purity (Farrar, Straus & Giroux, 563 pp., R$ 100 – Trad.: Clara Allain), é menos panorâmico em seu propósito. Embora a trama empolgante e ágil passe pela queda do Muro de Berlim, arquivos roubados da Stasi e uma ogiva termonuclear desaparecida no Texas, o livro foca os personagens principais: uma jovem chamada Purity (ou Pip, como ela se apelida), que procura seu pai, e uma figura à moda de Julian Assange que quer convencer Pip a trabalhar para ela na América do Sul.
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