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A gente doida e apaixonante de Bellow

08 de setembro de 2015
1 min de leitura

O Nobel de Literatura de 1976, cujo centenário se celebra neste ano, é tido como um reinventor da prosa americana

É pouco provável que, entre os gigantes da literatura americana do século XX, haja um autor menos lido que Saul Bellow (1915-2005). Sendo mais preciso: menos lido por leitores em geral. Bellow, cujo centenário foi comemorado em junho, muitas vezes foi apontado como um elitista que escrevia para outros escritores. E talvez fosse mesmo. Entre os seus personagens mais fascinantes estão dramaturgos, poetas e intelectuais fora do. É gente doida e apaixonante, que vive atormentada por questões artísticas, sexuais e filosóficas de “águas profundas”, como ele dizia. O romancista americano Philip Roth diz que, ao ler As aventuras de Augie March, de 1953, um novo mundo se abriu para ele. Um mundo onde havia enorme liberdade estética, mas nenhuma subversão era cometida de forma gratuita.

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