Best-seller ‘O Exorcista’ ajudou a financiar ‘Aurélio’
Joaquim Campelo conta como foi o processo de criação da obra que se tornou sinônimo de dicionário no Brasil
“Graças ao Exorcista hoje temos o dicionário Aurélio”, diz Joaquim Campelo, colaborador da obra. Ele conta que por dois anos ofereceu o dicionário a várias editoras. “Era não atrás de não.” Escrito por William Peter Blatty, o best-seller de suspense rendeu um bom dinheiro à Nova Fronteira na década de 1970. E ela tratou de investir tudo na compra de imensos cilindros de papel-bíblia, dando vida ao “Aurélio”. Fez tanto sucesso que pouca gente se deu conta de que a obra trazia dezenas de erros de português. “Aleluia aparecia com acento no u”, conta Campelo. Mas, antes de a segunda reimpressão (já com os ajustes) chegar ao prelo, o Aurélio nadava de braçadas no mercado editorial. Desbancou, inclusive, o posto do Pequeno dicionário brasileiro da língua portuguesa.
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