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Novo romance de Paulo Scott expressa a solidão carioca

20 de outubro de 2015
1 min de leitura

Escritor gaúcho lança ‘O ano em que vivi de literatura’, ambientado no Rio

Um sujeito embarca no metrô de Botafogo. Num daqueles modelos novos, comprados na China, com vagões que ficam todos conectados, sem divisão interna. “A sensação era a de estar no interior de uma centopeia oca gigante, e não tinha como, estando no primeiro vagão, não ficar olhando na direção dos outros vagões sequentes, procurando a outra extremidade, observando o movimento daquele corredor dançando na medida das sinuosidades do túnel”, descreve o narrador de O ano em que vivi de literatura (Foz, R$ 31,50), novo romance de Paulo Scott. O livro conta a história de Graciliano, jovem escritor, que ganha o maior prêmio literário do Brasil e passa um ano tentando preencher o vazio da sua vida com excessos – ironicamente, sem escrever uma linha sequer.

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