Mesmo com aumento nas vendas, Saraiva tem prejuízo de R$ 5 milhões no terceiro trimestre
Vendas sobem 0,8% no terceiro trimestre em comparação ao mesmo período do ano passado. O prejuízo acumulado no ano é de R$ 1,6 milhão.
Na manhã desta sexta-feira (13), a Saraiva realizou teleconferência com investidores para apresentar os resultados do terceiro trimestre de 2015. Os números apontam para queda de 2,6% na receita bruta do varejo em comparação ao mesmo período do ano passado, totalizando R$ 415,5 milhões contra R$ 426,7 milhões no ano passado. No acumulado do ano, a renda bruta do varejo da Saraiva totalizou R$ 1,35 bilhão, apresentando variação negativa de 2,2% em comparação aos nove primeiros meses de 2014, quando apurou-se renda bruta de R$ 1,38 bilhão.
No terceiro trimestre, o lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortização (EBITDA) totalizou resultado negativo de R$ 5,15 milhões, número melhor do que o apresentado no mesmo período do ano passado, quando o prejuízo foi de R$ 7,35 milhões. No acumulado do ano, o EBITDA da Saraiva é negativo em R$ 1,61 milhão. Nos nove primeiros meses de 2014, o EBITDA era positivo em R$ 27,9 milhões.
“Mesmo diante de um cenário macroeconômico bastante desafiador, o desempenho obtido no terceiro trimestre de 2015 começa a mostrar sinais importantes de melhoria da eficiência operacional da Saraiva”, disse Marcelo Ubríaco, vice-presidente de Varejo & E-Commerce da empresa. Os sinais apontados por Ubríaco podem ser vistos no crescimento de 0,8% nas vendas dentro do conceito mesmas lojas em relação ao mesmo período do ano passado. “O desempenho é superior ao demonstrado pela Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE, com varejo registrando, no terceiro trimestre de 2015 versus o terceiro trimestre de 2014, queda de 5,7% no geral e 12,2% na categoria Livros, Revistas e Papelaria. A performance de nossas lojas tem mostrado a resiliência do nosso negócio”, disse Ubríaco.
O executivo apontou ainda a melhora nas despesas operacionais da companhia, que apresentou queda de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado. “Mesmo em um ambiente com pressões inflacionárias, conseguimos iniciar o processo de captura de eficiência das ações desenvolvidas a partir do início do ano e alcançamos redução do nível de despesas em relação ao mesmo período do ano passado. Estamos cientes de que a busca contínua de ganhos de eficiência por meio da racionalização de gastos e mudanças de processos é fundamental para a melhoria dos nossos resultados”, observou.
A venda dos ativos editoriais da Saraiva à Somos Educação (antiga Abril Educação) também foi citada por Marcelo na apresentação. Segundo o executivo, até o final do ano, a Somos deve repassar à Saraiva uma primeira parcela, no valor de R$ 600 milhões. O negócio foi fechado em R$ 725 milhões, valor que deve ser corrigido pelo CDI a partir da data de assinatura do contrato. As demais parcelas, segundo Ubríaco, serão quitadas ao longo de 2016.
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