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Uma casa editorial de visão

17 de novembro de 2015
2 min de leitura

Sociólogo polonês Zygmunt Bauman é o best-seller da editora

Mariana Zahar se recorda da sala do avô tomada por pilhas de papel e de livros e de onde saía o barulho intermitente da máquina de escrever. Nascida em Londres durante o exílio político dos pais, aos quatro anos de idade ela voltou ao Rio e então se tornariam frequentes as visitas à editora fundada por Jorge Zahar (1920-1998) há quase 60 anos – a efeméride será no ano que vem. O estímulo à leitura seria inevitável. Aos dez, a menina ganhou de Zahar uma edição de Moby Dick. O avô dizia que seria preciso reler a obra-prima de Herman Melville (1819-1891) a cada década. A escolha pela vida editorial parecia óbvia, mas a neta teve dúvida na adolescência quanto a seguir a trajetória da família – a mãe, Cristina, era já o braço direito do pai. Mariana pensou em estudar física, entrou no curso de museologia e, depois no de design gráfico. Estagiária na editora desde o primeiro ano de faculdade, quando tinha 18 anos, em 1991 ela já havia sido absorvida pelo mundo editorial e por isso demorou a se formar. Na virada para os anos 2000, assumia pouco a pouco a gestão. Como diretora-executiva, Mariana Zahar, de 42 anos, está hoje à frente de uma casa editorial que triplicou de tamanho na última década.

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