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Cada vez mais, espaços culturais em Brasília perdem respeito e espaço

21 de dezembro de 2015
2 min de leitura

Chiquinho, que desde 1983 toca o próprio negócio no campus Darcy Ribeiro, foi visitado pelo reitor que sugeriu a relocação da livraria para outro espaço

Para Ivan Presença e Francisco Joaquim de Carvalho, o Chiquinho da UnB, o ofício de livreiro vai além do comércio. Amantes da leitura e da cultura, cedem seus espaços para a realização de eventos e trocas ilustradas. Em uma cadeira, em frente ao Quiosque Cultural no Conic, Ivan oferece raridades aos transeuntes e recebe para papos descontraídos artistas e escritores que o visitam com frequência. Chiquinho se considera um assessor bibliográfico dos estudantes da Universidade de Brasília. Mais que vender livros, ele personaliza a venda. Porém esses dois livreiros, os últimos de Brasília, correm o risco de serem retirados dos locais que ocupam. A Livraria do Chico foi abraçada em manifestação de alunos e professores, há pucos dias, e, sábado, artistas se reuniram no Conic em protesto para que Ivan permaneça no local. No último dia 2, Ivan Presença recebeu uma carta da Terracap com prazo de 30 dias para a desocupação do imóvel que abriga os livros raros e esgotados, no Conic. E Chiquinho, no início de novembro, foi visitado pelo reitor Ivan Camargo que sugeriu a relocação da livraria para outro espaço. O livreiro, que desde 1983 toca o próprio negócio no campus Darcy Ribeiro, ficou abalado com a notícia. A luta desses dois personagens icônicos da história cultural de Brasília se transformou em motivo de mobilização da classe artística da cidade e de estudantes e funcionários da UnB.

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