Umberto Eco pediu que não recebesse homenagens póstumas por dez anos
Desejo foi escrito em seu testamento e comunicado pela viúva à Universidade de Bolonha
Umberto Eco, morto no dia 19 de fevereiro, deixou escrito em seu testamento que não queria celebrações nem homenagens em sua memória durante, pelo menos, dez anos. O desejo do escritor foi comunicado por sua viúva, Renate, à diretora da Escola Superior de Estudos Humanísticos da Universidade de Bolonha. O reitor da universidade, Francesco Ubertini tinha anunciado após a morte de Eco que a abertura do novo ano letivo seria dedicada à memória do escritor, um professor que enche de orgulho a instituição. No entanto, os planos tiveram que mudar depois que Renate comunicou à diretora da escola que, entre as últimas vontades de Umberto Eco, estava o desejo explícito de não receber homenagens na próxima década. “Pessoalmente, me parece uma escolha bem ao seu estilo, uma ideia genial. Eco quis evitar uma sequência de ações no momento e convidar a uma reflexão de longo prazo, ponderada”, disse Violi.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
