Nos 400 anos da morte de Cervantes, ‘D. Quixote’ ganha edição com textos de Dostoievski e outros
Na obra, o tradutor Sérgio Molina reuniu ensaios, cartas, diários e depoimentos de Flaubert, Machado, Thomas Mann, entre outros
D. Quixote e Sancho Pança são dois velhos conhecidos dos leitores. Há duas traduções recentes nas livrarias brasileiras. A de Sérgio Molina feita para a Editora 34 é encontrada em duas versões de dois volumes: uma é bilíngue e conta com ilustrações de Gustave Doré e a outra saiu em formato de bolso, só em português e sem os clássicos desenhos. Depois, a Companhia das Letras publicou a de Ernani Ssó, também em dois volumes. A novidade, agora, fica por conta da nova cara que Molina deu ao seu trabalho e cuja ideia foi abraçada pela Nova Aguilar, que se dedica aos grandes autores e seus clássicos. Pois o clássico de Miguel de Cervantes, que será lembrado no próximo dia 22 pelos 400 anos de sua morte, está chegando às livrarias em volume único com 1.056 páginas – e apenas um quilo, já que foi feito em papel-bíblia. Mas o grande diferencial da obra está nos textos que antecedem a tradução de Sérgio Molina, a mesma publicada pela 34. E aqui, o novo leitor de D. Quixote encontrará a célebre companhia de ninguém menos que Fiodor Dostoievski, Ivan Turguêniev, Gustave Flaubert, Machado de Assis, Olavo Bilac, Thomas Mann, Luigi Pirandello, Carlos Fuentes, Josué Montello e Juan Villoro, entre outros.
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