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Chernobyl, 30 anos de dor e desespero registrados em livro

25 de abril de 2016
1 min de leitura

Svetlana Aleksiévitch, Nobel de Literatura de 2015, escreve obra sobre a catástrofe atômica

Escrever um réquiem é tarefa para quem tem a exata noção do significado da finitude, da tragédia épica do silêncio que cerca a espécie humana. No ano passado, a jornalista e escritora Svetlana Aleksiévitch, nascida na Bielo-Rússia, foi premiada com o Nobel de Literatura justamente por seu talento polifônico, capaz de ecoar o horror que foi o dia 26 de abril de 1986, quando uma série de explosões destruiu o reator e o prédio do quarto bloco da Central Elétrica Atômica de Chernobyl, anunciando o apocalipse há 30 anos. Seu livro Vozes de Tchernóbil (Companhia das Letras, 384 pp., R$ 49,90), é um marco do jornalismo literário, uma história do horror que a explosão de Chernobyl, seguida de um incêndio, provocou não só na extinta União Soviética, mas em todo o mundo. Três dias depois, foram registrados altos níveis de radiação em toda a Europa. Uma semana depois, substâncias gasosas e voláteis se dispersaram pelo Japão, China e Índia, chegando até o Canadá. Antes de Chernobyl, revela Svetlana, havia 82 casos de câncer para cada 100 mil habitantes. Hoje são 6 mil casos.

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