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Reedição de livro traz reflexões de Debret sobre a sociedade brasileira

08 de junho de 2016
1 min de leitura

Francês revela observação aguda da vida social no século XIX

Ao chegar ao Rio, em 1816, o francês Jean-Baptiste Debret (1768-1848) encontrou uma nação em construção. Seu papel nesta obra coletiva, como membro da missão artística francesa, era participar da implantação da Academia Imperial de Belas-Artes e registrar a vida da Corte portuguesa na sua nova sede. Contudo, o pintor jacobino, que acompanhou de perto a Revolução Francesa e ficou desempregado após a queda de Napoleão, não se contentou com a vida dos palácios. Fascinado pelas ruas, nos 15 anos que viveu no país ele construiu a principal iconografia da vida social brasileira no século XIX. Menos conhecidos, entretanto, são os textos que Debret escreveu para cada uma das cenas que registrou, publicados em Viagem pitoresca e histórica ao Brasil (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo/Fundação Biblioteca Nacional; 625 pp.; R$ 250). Lançada na França em três tomos, entre 1834 e 1841, a obra ganha nova edição em volume único numa parceria entre a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo e a Fundação Biblioteca Nacional (FBN), após três décadas fora de catálogo, e é parte das comemorações do bicentenário da missão artística.

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