Em SP para a Bienal do Livro, Marian Keyes diz que sua obra ajuda a salvar vidas
Escritora irlandesa lança livro de receitas e uma nova edição de seu romance de estreia
Com um sorriso amplo que faz brilhar os olhos claros, a
escritora irlandesa Marian Keyes não dá muitas pistas da alcoólatra e suicida
que se salvou escrevendo seu primeiro e maior sucesso no mundo dos livros, o
best-seller Melancia (Bertrand, 490
pp, R$ 52,90 – Trad.: Sônia Coutinho) — a saga de Claire Walsh e o abandono do
marido após o nascimento da filha de ambos. Nem da autora que em 2009 buscou na
culinária e nos bolos uma espécie de refúgio para uma dor que não sabia de onde
vinha, impedia-a de trabalhar e novamente tirava-lhe a vontade de viver. Para
marcar sua segunda passagem pelo Brasil (a primeira foi a passeio, e desta vez
como convidada da 24ª Bienal do Livro de São Paulo), a Bertrand Brasil está
lançando Salva pelos bolos (232 pp,
R$ 94,90, Trad.: Marina Slade), com as receitas que a tiraram do atoleiro, e
uma nova edição de capa dura de seu romance de estreia. Vista pelos críticos
literários como uma mistura de autora de romances para jovens adultos e livros
de autoajuda, Marian é também uma grande vendedora. Melancia vendeu 500 mil exemplares no Brasil. “Escrevo
principalmente sobre jovens mulheres, pós-feministas, que têm a vida
completamente bagunçada. E faço isso de uma maneira direta, honesta e sincera,
que é como falo normalmente. Acho que as pessoas sentem-se identificadas e
confortáveis”, disse ela um dia antes de seu encontro com leitores na Bienal,
em que se emocionou mais de uma vez ao responder perguntas da plateia.
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