Livro ‘Nazistas entre nós’ mostra que o nazismo não é uma página virada
Marcos Guterman reconstitui a trajetória dos principais oficiais de Hitler
O livro Nazistas Entre
Nós (Contexto, 192 pp, R$ 39,90),
de autoria de Marcos Guterman, resgata com maestria uma parte do nosso passado
que, nestas últimas décadas, tem sido contado de formas diferentes: com
mentiras ou com verdades históricas parciais. Tais atitudes revelam que nem
todos os países aprenderam a lidar com o seu passado, sendo que alguns ainda se
negam a fazê-lo por conveniência. Optaram por manter o gosto amargo da
responsabilidade a enfrentar as possibilidades de um “juízo final” que,
certamente, os conduziria ao banco dos réus. Ignorando a variedade de
testemunhos que comprovam a sua efetiva colaboração com o nazismo, evitam olhar
de frente para as atrocidades praticadas pelos nazistas entre 1933-1945. Da
mesma forma, evitam assumir suas responsabilidades na prática de um trabalho
sujo que foi o de oferecer refúgio para um bando de nazistas acusados de crimes
contra a Humanidade. Preferiram usufruir dos conhecimentos científicos e
técnicos de muitas cabeças coroadas por diplomas universitários, como muito bem
disse Hannah Arendt, do que denunciá-los como arquitetos do maior genocídio da
história da humanidade: o Holocausto. A matéria completa você confere no
especial de Maria Luzia Tucci Carneiro para o Estadão.
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