Novos clubes surgem com promessa de livros de qualidade para crianças
Serviços de assinatura oferecem programas específicos para cada faixa etária
Eles começaram a aparecer em 2014, mas de um ano para cá se
multiplicaram. Novos clubes de assinatura com foco nas literaturas infantil e
juvenil buscam suprir lacunas deixadas pelas livrarias, ajudar os pais nas
escolhas e unir diversão com qualidade artística. Caçula da turma, o Clube de
Leitura Quindim foi lançado em dezembro por iniciativa do ex-diretor do Livro,
Leitura, Literatura e Bibliotecas do Ministério da Cultura, Volnei Canonica, em
parceria com Renata Nakano e Ana Lucia Castro. “A gente queria
ter uma ação que levasse livros de qualidade para as mãos das crianças e dos
pais. Queremos que o livro esteja presente nas vidas das crianças e que elas
vejam valor simbólico no objeto”, afirma Canonica. Foi para levar mais obras a
mais crianças que as educadoras Nicole Cezar de Andrade e Fernanda Marsico, da
Sexta Arte, criaram o clube de assinaturas Leitor Solidário. Em 2016, elas
conseguiram reunir R$ 30 mil por meio de um crowdfunding para lançar o projeto
“Formando leitores, mudando histórias”, voltado para estudantes de baixa renda
e que hoje atende a 50 crianças. A dupla oferece consultoria para professores e
cria ou aperfeiçoa bibliotecas e salas de leitura, além de promover encontros
com autores. A editora e escritora Julia Wähmann, criadora do clube de assinaturas Garimpo junto com Gustavo Barbeito, vê certa distorção no mercado editorial brasileiro, “que tem pouco leitor, muito lançamento, poucas livrarias e que só dão espaço para o que vem com chancela das editoras”. Assim, o Garimpo, lançado em setembro, busca suprir também essa lacuna para adultos e crianças. Quem cuida das áreas infantil e juvenil no clube é a editora Elisa Menezes. Ela destaca que a produção brasileira é muito rica e está espalhada por casas de diferentes portes. Mell Brites, editora da Companhia das Letrinhas, concorda. Há um ano ela toca o Expresso Letrinhas, clube de assinaturas do selo que completa 25 anos em 2017. Para Mell, a concorrência na área de infantis e juvenis aumentou muito e o espaço nas livrarias ficou mais restrito.
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