Livro mais publicado do mundo atrai novas versões
Cia das Letras, Sextante e Mundo Cristão investem na Bíblia
Objeto de devoção, pesquisa, estudo ou apenas para decorar ambientes, a Bíblia é, de longe, o livro mais publicado do mundo. No Brasil, onde são consumidos 6,5 milhões de exemplares por ano, segundo estimativas das editoras, as vendas encolheram com a recessão – mas menos do que o mercado geral de livros. Talvez por isso, desde o ano passado, nota-se uma espécie de “reavivamento” do interesse pela edição de novas traduções ou modelos das Sagradas Escrituras no país. A Companhia das Letras estreia este ano no segmento, com o lançamento do primeiro volume de uma nova tradução. A editora segue o caminho da Mundo Cristão, que lançou uma tradução inédita no fim de 2016, e da Sextante, que publicou, também no ano passado, uma caprichada versão em três tomos, sem divisão em livros e capítulos, para ser lida como um romance – O livro da Vida. O primeiro volume da nova Bíblia da Companhia das Letras, contendo os quatro evangelhos do Novo Testamento, será lançado em abril, com tiragem de 7 mil exemplares. A empresa contratou a tradução feita pelo premiado tradutor e escritor português Frederico Lourenço, especialista em letras clássicas. Lourenço traduziu a Bíblia do grego, e não do hebraico, como a maioria das traduções conhecidas no Brasil e em Portugal. No Brasil, a obra terá algumas regionalizações de linguagem, mas manterá predominantemente o texto original português; o conteúdo apresenta a versão católica da Bíblia, ou seja, com alguns livros a mais que protestantes e judeus chamam de “apócrifos” (Tobias, Macabeus, Judite, Sabedoria de Salomão, Baruque e algumas adições ao livro de Ester).
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