Gilles Lipovetsky mostra leveza da sua escrita em novo livro
Em 'Da leveza: rumo a uma civilização sem peso', pensador analisa como o culto generalizado ao leve pode ter como efeito uma forte sensação de peso
Gilles Lipovetsky tem promovido uma guinada dos temas
tradicionais da filosofia e da sociologia. E assim se firmou como um dos mais
originais pensadores do mundo contemporâneo. Essa guinada consiste em conferir
centralidade a objetos de estudo considerados excêntricos ou marginais. Em
demonstrar a relevância de aspectos aparentemente irrelevantes de nossa vida.
Por isso, desde A era do vazio (1987)
e o Império do efêmero (1987) até A estetização do mundo (2015), o
pensador francês tem desenvolvido uma teoria da modernidade que valoriza mais a
alimentação, a moda, as dietas e o lazer do que as macroestruturas econômicas,
políticas ou sociais. O leitor pode agora apreciar um dos pontos altos deste
percurso em Da leveza: Rumo a uma
civilização sem peso, lançado na França em 2016 e publicado no Brasil pelo
selo Amarilys da editora Manole com apresentação de Juremir Machado da Silva.
Lipovetsky articula aqui seus temas favoritos em torno de mais um signo: a
leveza. Em certo sentido, esse tema atravessa de modo oblíquo a sua obra. Assim
como o efêmero, o vazio e a estetização, a leveza encontra-se no centro de sua
definição de hipermodernidade.
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