Literatura como cura para os males da alma
'A livraria mágica de Paris', de Nina George, foi um dos mais vendidos na Alemanha
Eis um livro que reverencia os livros em uma metáfora sobre a vida, as escolhas, redenções e redescobertas, que conduz a uma narrativa da própria existência. A livraria mágica de Paris (Record, 308 pp, R$ 34,90) segue a linha daqueles romances em que um mal de amor cura-se mergulhando fundo na dor para, depois, iniciar um novo caminho. Lançado agora no Brasil, o livro de 2013 permaneceu mais de um ano nas listas dos mais vendidos da Alemanha e foi best-seller na Itália, Polônia, Holanda e nos Estados Unidos, onde figurou várias semanas na lista do “The New York Times”. A autora, Nina George, é alemã, vive na França, trabalha como jornalista, professora e escritora de romances policiais, artigos, contos e crônicas. Em A livraria mágica de Paris, ela dá voz a Jean Perdu, um homem peculiar, que, por 21 anos, sofre profundamente a perda de seu amor. Perdu possui uma sensibilidade extrema e um barco atracado no rio Sena transformado em livraria. Se já seria um estabelecimento de despertar curiosidade pela sua localização, torna-se notável por funcionar como uma farmácia da alma. O livreiro desenvolve a capacidade de perceber a necessidade mais íntima de cada cliente e receita o livro apropriado para curar o mal que o aflige. Prestes a completar 50 anos, ele próprio, no entanto, não consegue se recuperar de ter sido abandonado por Manon, uma francesa do interior do país e de alma livre, que nunca escondeu amar, ao mesmo tempo, Jean Perdu e Luc, o homem com quem viria a casar.
Leia Também
Gostou deste conteúdo?
Receba análises exclusivas como esta toda semana no seu email
Toda segunda e quinta
