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Literatura como cura para os males da alma

23 de janeiro de 2017
2 min de leitura

'A livraria mágica de Paris', de Nina George, foi um dos mais vendidos na Alemanha

Eis um livro que reverencia os livros em uma metáfora sobre a vida, as escolhas, redenções e redescobertas, que conduz a uma narrativa da própria existência. A livraria mágica de Paris (Record, 308 pp, R$ 34,90) segue a linha daqueles romances em que um mal de amor cura-se mergulhando fundo na dor para, depois, iniciar um novo caminho. Lançado agora no Brasil, o livro de 2013 permaneceu mais de um ano nas listas dos mais vendidos da Alemanha e foi best-seller na Itália, Polônia, Holanda e nos Estados Unidos, onde figurou várias semanas na lista do “The New York Times”. A autora, Nina George, é alemã, vive na França, trabalha como jornalista, professora e escritora de romances policiais, artigos, contos e crônicas. Em A livraria mágica de Paris, ela dá voz a Jean Perdu, um homem peculiar, que, por 21 anos, sofre profundamente a perda de seu amor. Perdu possui uma sensibilidade extrema e um barco atracado no rio Sena transformado em livraria. Se já seria um estabelecimento de despertar curiosidade pela sua localização, torna-se notável por funcionar como uma farmácia da alma. O livreiro desenvolve a capacidade de perceber a necessidade mais íntima de cada cliente e receita o livro apropriado para curar o mal que o aflige. Prestes a completar 50 anos, ele próprio, no entanto, não consegue se recuperar de ter sido abandonado por Manon, uma francesa do interior do país e de alma livre, que nunca escondeu amar, ao mesmo tempo, Jean Perdu e Luc, o homem com quem viria a casar.

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Talita Facchini

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