Editora Clandestina torna acessíveis obras em formato digital
Entre títulos disponíveis está ‘O Melófobo’, conto do compositor e escritor Ernest Theodor Amadeus Wilhelm Hoffmann
Há já alguns bons anos, instrumentistas em geral dedicados às músicas não comerciais – ditas de invenção na justa e feliz expressão de Augusto de Campos – aprenderam que se vive de apresentações ao vivo. Qualquer forma de gravação – CD, MP3, vídeo – deve antes de tudo estar gratuitamente acessível. O negócio é ser ouvido. A tática alcança agora o reino editorial. A declaração de princípios estampada na página de abertura do portal da Editora Clandestina é clara: “Editora de filosofia sem fins lucrativos com o propósito de facilitar a divulgação de obras filosóficas e literárias em formato digital”. Sem alarde, foi formada por um grupo de professores do Departamento de Filosofia da USP. Já tem sete títulos em PDF gratuitos em seu portal. “Há obras que merecem ser lidas pelo público em geral”, diz o professor Márcio Suzuki, um dos editores da Clandestina, “e também por um público, inclusive dentro das universidades, que não poderia comprar um livro. Estamos pensando em imprimir uma pequena tiragem para os que quiserem ter o livro físico”. O mote é publicar textos que não interessariam a editoras “normais”, mas constituem “iscas” saborosas que levam o leitor a querer saber mais sobre determinada obra, assunto ou autor.
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