Para compreender hábitos e opiniões diferentes das nossas
Publicado pelo selo Penguin, livro apresenta ensaios de John Stuart Mill nos quais ele defende a liberdade e o exercício de uma ética da autonomia
O indivíduo deve ser livre para direcionar sua vida como preferir em tudo aquilo que não cause dano a terceiros. Homens e mulheres devem viver em igualdade. Essas premissas estão no cerne de Sobre a liberdade e A sujeição das mulheres (Penguin / Companhia, 384 pp, R$ 34,90), de John Stuart Mill (1806 – 1873). Ele enxergava três fontes de despotismo à sua volta – o Estado, o costume e a opinião pública. Graças a elas, os indivíduos passavam a vida numa existência atrofiada, sem experimentar seu verdadeiro potencial. Contra essa diluição dos indivíduos, Mill elaborou sua defesa da liberdade. Quanto às mulheres, Mill exige a plena igualdade legal – numa época em que elas sequer podiam votar – e defende que os homens se desvencilhem de antigos preconceitos. Essas obras poderosas convidam ao exercício de uma ética da liberdade e buscam a compreensão de hábitos e opiniões diferentes dos nossos. Trata-se de um pilar fundamental em tempos de intolerância e fanatismo como os de hoje.
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