O império ilegítimo
Em 'O 18 de Brumário de Luís Bonaparte', Karl Marx escreve os fatos históricos do golpe que Luís Napoleão, sobrinho do Napoleão mais famosos, aplicou na França
Para caracterizar a natureza íntima dos fenômenos sociais concretos, o escritor alemão Karl Marx produziu a obra O 18 de Brumário de Luís Bonaparte (Edipro, 112 pp, R$ 35), em que aborda circunstâncias que antecederam o golpe de Luís Bonaparte, a forma como o déspota manipulou todo Estado e o impacto à sociedade da França. Neste ensaio, Marx analisa fatos históricos em que Bonaparte, após 50 anos do mesmo feito de seu tio Napoleão Bonaparte, toma o poder da França de forma ilegítima, após ser proibido de se reeleger a um segundo mandato pela constituição e pelo parlamento. Depois da Revolução de 1848, o chamado Napoleão III conseguiu ser eleito deputado e, logo após, novamente presidente. Em 1852 colocou fim à Segunda República, tornando a França novamente império e ele o imperador. Marx retoma Hegel ao afirmar que a história se repete, mas acrescenta: “uma vez como tragédia, e outra como farsa”. E, ainda, relaciona os acontecimentos com as teorias de luta de classes e de revolução operária.
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