Política e cotidiano
Noir publica livro com HQs provocantes de Sama, artista brasileiro que vive em Portugal. Obra contém histórias sobre polícia e vivências do cotidiano
Mondo Sama (Noir, 160 pp, R$ 49,90) reúne quadrinhos autorais e confessionais sem qualquer tipo de auto-censura escritos por Eduardo Filipe Sama. Nesta obra há o que se pode chamar de arte da militância, onde nada é gratuito ou descartável. Sama vive em Portugal há anos, onde, aliás, milita por esse país mais que muitos de seus compatriotas. Essa curiosidade tem a ver com as 20 histórias que fazem parte do álbum em que ele mistura vivência do cotidiano, pensamentos inconformistas e uma espécie de filosofia adquirida vida afora – das decepções, frustrações, tristezas, alegrias, prazeres e orgasmos. Ele não esconde referências a autores hoje cultuados, vindos do underground e do submundo de uma cultura genuína, porém rotulada de maldita, condenada e combatida. Do brasileiro Carlos Zéfiro aos filmes de pornochanchada da Boca do Lixo paulistana, do americano Robert Crumb ao italiano Guido Grepax.
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