Aleph publica nova edição de ‘Laranja mecânica’
História é permeada por um debate sobre o conceito de liberdade e os limites do Estado, mas também sobre o amadurecimento humano
Uma das mais famosas sátiras distópicas já escritas, Laranja mecânica (Aleph, 302 pp, R$ 49,90 – Trad.: Fábio Fernandes) ganhou fama ao ser adaptado em uma obra magistral do cinema pelas mãos de Stanley Kubrick. O livro, entretanto, também é um clássico moderno da ficção inglesa e um dos marcos na cultura pop. Alex é o jovem líder de uma gangue de adolescentes cuja diversão é cometer perversidades e atos de violência pelas ruas de uma cidade futurista governada por um Estado repressivo e totalitário. Depois de cometer um crime que termina em um assassinato, ele acaba preso pelo governo e submetido a um método experimental de recondicionamento de mentes criminosas, que se utiliza de terapia de aversão brutal. O livro traz uma visão assombrosa do futuro contada em seu próprio léxico inventivo chamado “nadsat”, que mescla gírias de gangues inglesas e palavras russas. O filme homônimo de Stanley Kubrick teve como base as primeiras edições americanas deste livro, que por conta da insistência dos editores americanos, tiveram o capítulo final suprimido, acreditando que um final sem redenção para Alex seria mais realista. Esta edição, entretanto, mantém o capítulo final original. A nova edição ganha uma capa de Giovanna Cianelli inspirada em uma cena marcante do filme.
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