A trajetória do romance de formação
Franco Moretti analisa o surgimento, o auge e a decadência do romance de formação no século de ouro da narrativa europeia
Em O romance de formação (Todavia, 416 pp, R$ 74,90 – Trad.: Natasha Belfort Palmeira), Franco Moretti analisa o surgimento, o auge e a decadência do romance de formação, “forma simbólica” de uma modernidade fascinante e perigosa, na qual os representantes nada heroicos da nova classe média europeia buscam responder a uma questão fundamental: é possível uma vida feliz e com sentido? Sob o impacto da Revolução Francesa, Goethe e Austen buscam o equilíbrio entre a liberdade individual e os constrangimentos da sociedade. As guerras napoleônicas abrem novos rumos para a prosa do mundo, e Moretti mostra ao leitor que os heróis de Stendhal e Púchkin já não se adaptam aos ideais da “normalidade”. Quando as ilusões são perdidas, os heróis de Balzac aprendem em Paris as duras regras do jogo do mercado. O livro ainda analisa outros autores e personagens do século de ouro da formação europeia.
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