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Companhia das Letras

A cabeça do santo
Ficção

A cabeça do santo

Socorro Acioli Companhia das Letras

Pouco antes de morrer, a mãe de Samuel lhe faz um último pedido: que ele vá encontrar a avó e o pai que nunca conheceu. Mesmo contrariado, o rapaz cumpre a promessa e faz a pé o caminho de Juazeiro do Norte até a pequena cidade de Candeia, sofrendo todas as agruras do sol impiedoso do sertão do Ceará. Ao chegar àquela cidade quase fantasma, ele encontra abrigo num lugar curioso: a cabeça oca e gigantesca de uma estátua inacabada de santo Antônio, que jazia separada do resto do corpo. Mas as estranhezas não param aí: Samuel começa a escutar uma confusão de vozes femininas apenas quando está dentro da cabeça. Assustado, se dá conta de que aquilo são as preces que as mulheres fazem ao santo falando de amor. Seu primeiro contato na cidade será com Francisco, um rapaz de quem logo fica amigo e que resolve ajudá-lo a explorar comercialmente o seu dom da escuta, promovendo casamentos e outras artimanhas amorosas. Antes parada no tempo, a cidade aos poucos volta à vida, à medida que vai sendo tomada por fiéis de todos os cantos, atraídos pelo poder inaudito de Samuel. Em meio a esse tumulto, ele ainda irá se apaixonar por uma voz misteriosa que se destaca entre as tantas outras que ecoam na cabeça do santo. Já consagrada por seus livros infantojuvenis, a escritora Socorro Acioli apresenta este seu primeiro romance dirigido ao público adulto, desenvolvido na oficina Como Contar um Conto, promovida por Gabriel García Márquez em Cuba.

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A contagem dos sonhos
Ficção

A contagem dos sonhos

Chimamanda Ngozi Adichie Companhia das Letras

Chiamaka é escritora de livros de viagem e vive nos Estados Unidos. Sozinha durante a pandemia, ela relembra os relacionamentos do passado e pondera sobre suas escolhas e seus arrependimentos. Zikora, sua melhor amiga, é uma advogada que foi bem-sucedida em tudo, até que, após ter o coração partido, busca a ajuda de quem achou que menos precisava. Omelogor, prima de Chiamaka, é uma gênia das finanças na Nigéria que começa a questionar o quanto se conhece de verdade. E Kadiatou, empregada de Chiamaka, cria com orgulho a filha nos Estados Unidos — mas precisa lidar com uma provação inconcebível que ameaça tudo o que ela trabalhou para conseguir. Neste romance, Chimamanda Ngozi Adichie volta seu olhar arguto a essas mulheres, numa narrativa brilhante que discute a própria natureza do amor. A verdadeira felicidade é de fato alcançável? Ou é apenas um estado passageiro? E quão honestos devemos ser com nós mesmos para amar e ser amados? Uma reflexão incisiva sobre as escolhas que fazemos e aquelas feitas por nós, sobre filhas e mães, sobre nosso mundo interconectado, A contagem dos sonhos pulsa com urgência emocional e observações pungentes e inflexíveis sobre o coração humano, em uma linguagem que se eleva com beleza e poder. Isso confirma o status de Adichie como uma das escritoras mais fascinantes e dinâmicas da cena literária hoje

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A geração ansiosa
Não Ficção Especialista

A geração ansiosa

Jonathan Haidt Companhia das Letras

As crianças e os adolescentes estão em perigo. Desde o início dos anos 2010, as taxas de depressão, ansiedade e outros transtornos mentais têm crescido vertiginosamente nesses grupos. Em A geração ansiosa, o psicólogo social Jonathan Haidt explica as causas dessa epidemia e defende uma infância longe das telas.O autor demonstra como a “infância baseada no brincar” entrou em declínio na década de 1980 e foi substituída pela “infância baseada no celular”, acompanhada por uma hiperconectividade que alterou o desenvolvimento social e neurológico dos jovens e tem causado privação de sono, privação social, fragmentação da atenção e vício. Ele também examina por que as redes sociais prejudicam mais as meninas e os motivos que levam os meninos a migrar do mundo real para o virtual, com consequências desastrosas para eles e as pessoas a seu redor.Diante desse cenário catastrófico, Haidt mostra o que pais, professores, escolas, empresas de tecnologia e governos podem fazer na prática para reverter a situação e evitar danos psicológicos ainda mais profundos. Um plano de ação que não podemos nos dar ao luxo de ignorar, porque o que está em jogo não é apenas o bem-estar de nossas crianças, mas da sociedade como um todo.

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Aos pés da letra
Não Ficção Trade

Aos pés da letra

Gregório Duvivier Companhia das Letras

Ao se debruçar sobre as curiosidades e esquisitices da língua, Gregorio Duvivier combina rigor e humor para refletir sobre o modo como nos expressamos. “O que há num nome?”. A pergunta de Julieta a Romeu funda a questão que intriga o escritor e ator Gregorio Duvivier: por que será que certas palavras são mais perfumosas que outras? Por que algumas têm um som mais estridente e pontiagudo, e outras um ar mais arredondado? As coisas existem sem seus nomes, ou é impossível separar uma coisa da outra? Nessa declaração de amor à língua portuguesa, o autor mostra como as palavras que usamos todo dia podem ser surpreendentes quando olhadas sob uma nova perspectiva. Depois do sucesso estrondoso da peça O céu da língua, que já teve mais de 200 mil espectadores, Duvivier se dedica a esmiuçar, com humor fino e vasto repertório, o modo como as palavras moldam nossa identidade.

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As meninas
Ficção

As meninas

Lygia Fagundes Telles Companhia das Letras

Num pensionato de freiras paulistano, em 1973, três jovens universitárias começam sua vida adulta de maneiras bem diversas. A burguesa Lorena, filha de família quatrocentona, nutre veleidades artísticas e literárias. Namora um homem casado, mas permanece virgem. A drogada Ana Clara, linda como uma modelo, divide-se entre o noivo rico e o amante traficante. Lia, por fim, milita num grupo da esquerda armada e sofre pelo namorado preso. As meninas colhe essas três criaturas em pleno movimento, num momento de impasse em suas vidas. Transitando com notável desenvoltura da primeira pessoa narrativa para a terceira, assumindo ora o ponto de vista de uma ora de outra das protagonistas, Lygia Fagundes Telles constrói um romance pulsante e polifônico, que capta como poucos o espírito daquela época conturbada e de vertiginosas transformações, sobretudo comportamentais. Obra de grande coragem na época de seu lançamento (1973), por descrever uma sessão de tortura numa época em que o assunto era rigorosamente proibido, As meninas acabou por se tornar, ao longo do tempo, um dos livros mais aplaudidos pela crítica e também um dos mais populares entre os leitores da autora.

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Autobiografia precoce
Não ficção

Autobiografia precoce

Companhia das Letras

Único texto autobiográfico deixado por Patrícia Galvão, Autobiografia precoce é um relato emocionante sobre a vida de uma mulher forte, revolucionária e única. Escrito em 1940, após uma das 23 vezes que Pagu sai da prisão, Autobiografia precoce fala sobre a militância política, os filhos, os relacionamentos e várias outras camadas da vida de uma das mulheres mais emblemáticas do Brasil. O texto mostra Pagu sem subterfúgios, de forma sincera e corajosa. Do lado pessoal, ela relata sua iniciação sexual precoce e o conturbado casamento com Oswald de Andrade; da vida pública, ela conta sobre a militância no Partido Comunista e o desencanto com o regime soviético. Patrícia Galvão quase sempre foi vista pela lente masculina: seja por seus relacionamentos ou por como sua arte se comparava à de homens da época. Em Autobiografia precoce, não existem intermediários: temos acesso a uma Pagu que escreve sobre si. Um livro essencial para se compreender uma das personagens mais intrigantes da história brasileira.

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Bambino a Roma
Ficção

Bambino a Roma

Chico Buarque Companhia das Letras

Via San Marino, 12. No primeiro andar do prédio baixo e amarelo, o menino traça rotas no mapa-múndi que cobre a parede do quarto. A náusea sentida durante a navegação do Brasil à Itália ficara para trás e as viagens cartográficas vão sendo deslocadas, em escala menor, para os percursos pelas ruas de uma cidade a ser descoberta. Reminiscências diversas compõem esse trajeto: as primeiras manifestações do desejo; as partidas no gol a gol com Amadeo, o filho do quitandeiro; a escola e suas fugas; cartas, bilhetes e romance, toda uma escrita endereçada a Sandy L., sua paixão juvenil; a dor da apendicite.Em sua bicicleta niquelada com pneus brancos, Chico Buarque faz o zigue-zague por Roma, solta às vezes a mão do guidom e ensaia um equilíbrio fino entre lembrança e imaginação. Nesse passeio delicado, vislumbres da relação com o pai, a mãe e os irmãos somam-se às experiências formativas projetadas por um narrador às voltas com o passado.

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Bom dia, inverno
Não Ficção Trade

Bom dia, inverno

Tamara Klink Companhia das Letras

O que acontece quando ficamos sozinhos, sem ter para quem sorrir? Quando passamos longos dias sem ver o Sol? Quando somos o ser vivo menos apto a sobreviver no lugar onde estamos? Depois de se tornar a pessoa mais jovem da América Latina a cruzar o Atlântico em solitário, a navegadora e escritora Tamara Klink se lançou numa nova navegação: em vez de atravessar o espaço, dessa vez atravessaria o tempo. Isolada em um fiorde na Groenlândia na época mais fria do ano, ela pôde observar o inverno polar transformar o mar em terra e os dias em noites infinitas. Em Bom dia, inverno, os leitores são convidados a conhecer de perto os perigos e as alegrias dessa viagem extremamente arriscada. Nessa experiência de isolamento radical, em meio a auroras boreais e visitas inesperadas de raposas, focas e outros animais selvagens, o silêncio se torna palco para reflexões profundas sobre a liberdade, a cultura, o futuro do planeta e o modo como escolhemos viver.

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Como enfrentar o ódio
Não ficção

Como enfrentar o ódio

Felipe Neto Companhia das Letras

Ainda em 2009, Felipe Neto se tornou um fenômeno da internet no país. Seu conteúdo, agressivo mas bem-humorado, se direcionava inicialmente às tendências da época, mas logo se voltou também à política, em especial ao governo do Partido dos Trabalhadores (PT). No entanto, com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, a crescente aproximação da extrema direita ao poder e o recrudescimento de discursos de ódio contra minorias, Felipe passou a questionar suas convicções.Em Como enfrentar o ódio, ele retrata seu processo de tomada de consciência política — tão semelhante ao de milhões de brasileiros — e o papel do ódio em sua vida, primeiro como força propulsora de sua carreira e depois como ferramenta de que ele próprio se tornou vítima, em especial durante o governo de Jair Bolsonaro. Entrelaçando sua história aos principais acontecimentos dos últimos quinze anos e oferecendo uma perspectiva única sobre a internet e seu papel na manipulação dos usuários, Felipe nos convida a usar a boa comunicação para combater o obscurantismo, o retrocesso e o ódio que assola a sociedade.

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Como enfrentar o ódio (Edição com brinde)
Não ficção

Como enfrentar o ódio (Edição com brinde)

Felipe Neto Companhia das Letras

Ainda em 2009, Felipe Neto se tornou um fenômeno da internet no país. Seu conteúdo, agressivo mas bem-humorado, se direcionava inicialmente às tendências da época, mas logo se voltou também à política, em especial ao governo do Partido dos Trabalhadores (PT). No entanto, com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, a crescente aproximação da extrema direita ao poder e o recrudescimento de discursos de ódio contra minorias, Felipe passou a questionar suas convicções.Em Como enfrentar o ódio, ele retrata seu processo de tomada de consciência política — tão semelhante ao de milhões de brasileiros — e o papel do ódio em sua vida, primeiro como força propulsora de sua carreira e depois como ferramenta de que ele próprio se tornou vítima, em especial durante o governo de Jair Bolsonaro. Entrelaçando sua história aos principais acontecimentos dos últimos quinze anos e oferecendo uma perspectiva única sobre a internet e seu papel na manipulação dos usuários, Felipe nos convida a usar a boa comunicação para combater o obscurantismo, o retrocesso e o ódio que assola a sociedade.

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Dias perfeitos
Ficção

Dias perfeitos

Raphael Montes Companhia das Letras

O protagonista do livro é Téo, um jovem e solitário estudante de medicina que divide seu tempo entre cuidar da mãe paraplégica e dissecar cadáveres nas aulas de anatomia. Num churrasco a que vai com a mãe contrariado, Téo conhece Clarice, uma jovem de espírito livre que sonha tornar-se roteirista de cinema. Clarice está escrevendo um road movie de nome “Dias perfeitos”. O texto ainda está cru, mas ela já sabe a história que quer contar: as desventuras de três amigas que viajam de carro pelo país em busca de experiências amorosas.Téo fica viciado em Clarice: quer desvendar aquela menina diferente de todas que conheceu. Começa, então, a se aproximar de forma insistente. Diante das seguidas negativas, opta por uma atitude extrema: desfere um golpe na cabeça dela e, ato contínuo, sequestra a garota. Elabora então um plano para conquistá-la: coloca-a sedada no banco carona de seu carro e inicia uma viagem pelas estradas do Rio de Janeiro - a mesma viagem feita pelas personagens do roteiro de Clarice. Passando por cenários oníricos, entre os quais um chalé em Teresópolis administrado por anões e uma praia deserta e paradisíaca em Ilha Grande, o casal estabelece uma rotina insólita: Téo a obriga a escrever a seu lado e está pronto para sedá-la ou prendê-la à menor tentativa de resistência. Clarice oscila entre momentos de desespero e resignação, nos quais corresponde aos delírios conjugais de seu sequestrador. O efeito é tão mais perturbador quanto maior a naturalidade de Téo. Ele fala com calma, planeja os atos com frieza e justifica suas decisões com lógica impecável.A capacidade do autor de explorar uma psique doentia é impressionante - e o mergulho psicológico não impede que o livro siga um ritmo eletrizante, digno dos melhores thrillers da atualidade. Dias perfeitos tem clima sombrio e claustrofóbico, personagens em tensão permanente e diálogos afiados. Angustiante e repleto de reviravoltas, o livro é uma história de amor obsessivo e paranoico que consolida Raphael Montes como uma das mais gratas surpresas da literatura brasileira.

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Dias perfeitos (Edição de colecionador)
Ficção

Dias perfeitos (Edição de colecionador)

Raphael Montes Companhia das Letras

Dias perfeitos, o segundo romance de Raphael Montes, ganha agora uma edição especial de colecionador. Com tiragem limitada e capa dura, o livro traz final alternativo, texto inédito do autor e a recepção da imprensa do período que separa ambas as edições. Livro que deu origem à série do Globoplay.

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