Tal mãe, tal filha
Novo livro de Maria José Silveira narra a trajetória de mãe e filha que enfrentaram em diferentes momentos miséria, injustiça e a devastação ambiental. Lançamento acontece neste domingo (8), em SP
Maria Altamira (Instante, 280 pp, R$ 49,90), novo livro de Maria José Silveira, narra a trajetória de mãe e filha. Em 1970, um terremoto provoca o soterramento da cidade de Yungay, no Peru. Uma das poucas sobreviventes é Alelí, jovem que perde os pais, os irmãos, o namorado e a filha. Depois de partir em uma viagem sem rumo, ela conhece Manuel Juruna e passa a viver com ele na aldeia do Paquiçamba, na Volta Grande do Xingu, no Pará. Prestes a dar à luz um filho de Manuel, ele é encontrado morto, vítima de um pistoleiro contratado por madeireiros da região. Convencida de que traz má sorte a quem ama, Alelí é acolhida por uma enfermeira e abandona a recém-nascida, que recebe o nome de Maria Altamira. Anos depois, começa a história de Maria, que acompanha com indignação as obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, certa de que destruirá a vida de comunidades ribeirinhas e indígenas do rio Xingu. Seu caminho a leva para São Paulo em busca de oportunidades e em seu trabalho em um escritório de advocacia, consegue orientações para encontrar o assassino do pai. Maria altamira é uma história atual que traça um paralelo entre dois acidentes ambientais e dois destinos. O lançamento do livro acontece neste domingo (8), a partir das 16h, em São Paulo, na Livraria Travessa de Pinheiros (Rua dos Pinheiros, 513).
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