Um clássico da literatura medieval
Editora 34 publica ‘O romance de Tristão’ que inspirou a imaginação de poetas, músicos, ficcionistas e dramaturgos por vários séculos
A história de Tristão e Isolda, de origem celta, não só incendiou a imaginação de poetas, músicos, ficcionistas e dramaturgos por vários séculos — tendo inspirado a ópera de Wagner —, como nutriu aquela que talvez seja a principal concepção de amor do Ocidente: a que considera a paixão amorosa uma loucura, mas também uma bem-aventurança, a qual, para se realizar, não hesita em desafiar as leis e os costumes. O romance de Tristão (Editora 34, 336 pp, R$ 68), de Béroul, é uma narrativa rimada e metrificada, composta entre 1150 e 1190, que integra o ciclo de histórias do rei Artur e os cavaleiros da Távola Redonda. Considerado uma verdadeira joia dos primórdios do romance moderno, nele não faltam poções mágicas, juras e mal-entendidos, emboscadas e intrigas, numa sucessão de reviravoltas que combinam heroísmo, malícia, humor e lealdade, atravessados por um lúdico e saudável erotismo. A presente edição bilíngue, apresentada e traduzida por Jacyntho Lins Brandão, professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais, foi vertida diretamente do francês.
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