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Manifesto contra a mesmice do dia a dia

06 de novembro de 2020
1 min de leitura

Livro transforma um pequeno desvio na ordem do dia em uma jornada que mostra a importância da imaginação e das coisas ao nosso redor

Em O menino que perdeu o ônibus (Zit, 32 pp, R$ 28,70), Guto Lins convida os leitores a uma jornada pela faceta exuberante e lírica dos espaços mais corriqueiros. Apesar de correr “mais rápido que as pernas”, o protagonista dessa história só chega a tempo de ver que seu ônibus “virou ladeira/virou poeira”. Esta é a deixa para que seu olhar, desarmado pelo imprevisto, acabe flagrando cenas que não teria reparado num dia normal. A seta de gaivotas rasgando o céu. O urso polar, o dragão e o coelho de pernas curtas desenhados nas nuvens. O coração tatuado na pele de uma árvore, a fábrica de vaga-lumes escondida em outra. O menino que perdeu o ônibus é um manifesto poético contra a mesmice e a opacidade da rotina. Uma narrativa em prol do prazer e da beleza.

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Talita Facchini

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