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Uma reflexão sobre a vida

30 de novembro de 2020
1 min de leitura

‘A autobiografia da minha mãe’ é uma história de amor, perda e formação de caráter. Um relato da evolução de uma mulher negra caribenha

A autobiografia da minha mãe (Alfaguara,144 pp, R$ 69,90 – Trad.: Débora Landsberg), de Jamaica Kincaid, conta a história de Xuela Claudette Richardson, filha de mãe caribenha e pai meio escocês e meio africano, moradora da ilha de Dominica. Sua mãe morre no parto, e a garota precisa então encontrar seu lugar no mundo sem o auxílio materno. Kincaid conduz o leitor pela vida de Xuela com habilidade literária: da casa de sua infância, onde ela podia ouvir o canto do mar, e da sala com telhado de zinco onde mora como estudante, até sua casa da velhice. Seu mundo é intensamente físico, cheirando a frutas maduras, enxofre e chuva; e ferve com sua tristeza, sua profunda simpatia por aqueles que compartilham sua história, seu medo do pai e sua solidão arrebatadora. O autor explora todos os paradoxos desta história, que, conclui Xuela, é ao mesmo tempo o testamento da mãe que ela nunca conheceu, da mãe que ela nunca se permitiu ser e dos filhos que ela se recusou a ter.

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Talita Facchini

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