Livro que valoriza a escrita de cartas terá lançamentos em São Paulo e Poços de Caldas
Após o primeiro lançamento em Recife, o livro escrito a partir de cartas escritas à mão e trocadas presencialmente segue com mais dois encontros com o público em abril
Encontro escrito à mão: cartas sobre cartas (independente), feito a quatro mãos por Bruna Maciel Borges e Fábio Lucas, parte de uma pergunta direta: o que se perde em meio à velocidade da comunicação digital? O livro propõe um retorno à escrita de cartas como gesto de atenção, escuta e presença, recuperando a dimensão íntima e direcionada da palavra no papel.
Nascida também da experiência de uma oficina conduzida pelos autores, a obra convida o leitor a desacelerar e a revisitar a caligrafia como forma de vínculo — tanto na escrita quanto na leitura do outro. Os capítulos nasceram de perguntas como: Por que escrever cartas? Para quem escrever e como? A ideia era refletir tanto o percurso das oficinas quanto o diálogo real dos autores.
Partindo dos temas definidos, as cartas seguiam o seu curso, levando em conta o tempo em que eram escritas e as vivências de cada um. No prefácio, Lourival Holanda sintetiza esse movimento: “A carta vai mais lenta a um destinatário específico como quem deposita ali o coração; haja cuidado. Há um intercâmbio real, numa reciprocidade prazerosa”.
“O lançamento na Academia Pernambucana de Letras, no Recife, foi como uma festa em casa. Levar o livro para São Paulo, na Martins Fontes, e para o Flipoços, em Poços de Caldas, também será estar em ambientes, para mim, de grande sentido afetivo. Frequento a livraria e o Flipoços há anos. Vai ser aquele misto de alegria e honra ocupar um pedacinho de tempo recebendo amigos nesses lugares”, diz Fábio Lucas ao PublishNews.
A próxima parada será nesta quinta-feira, 23 de abril, às 18h, na Livraria Martins Fontes, em São Paulo, com mediação de Isabella de Andrade. Em seguida, a dupla estará na programação oficial da Flipoços, em Poços de Caldas: há uma mesa prevista para o sábado, dia 26, às 10h.
As trocas eram feitas sempre presencialmente. “Desde o começo, a gente entendeu que a carta pede um outro ritmo. Por isso, as trocas eram sempre presenciais. A gente quis preservar esse ritual, não era só escrever e enviar. Tinha o encontro, o envelope lacrado, o sorvete, o café… Era um momento de estar junto. A entrega acabava sendo tão importante quanto a própria carta. E isso foi acontecendo de forma tão natural que nós dois passamos a proteger esse tempo, sempre buscando espaço nas agendas pra essa pausa existir”, arremata Bruna ao PN.
Bruna coordena o estúdio literário Faz&Conta, dedicado à criação e formação de escritores. Fábio é o criador do Livronews, espaço de curadoria e mediação literária, e assina uma coluna semanal de livros no Jornal do Commercio, de Recife. Fique de olho em ambas as produções!
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