A hora e a vez dos Mutantes
Livro da Belas Letras apresenta um registro visual inédito da intimidade da banda que ajudou a transformar a música brasileira
Durante o período mais criativo dos Mutantes, entre 1969 e 1974, Leila Lisboa foi uma espécie de integrante honorária do conjunto. Namorada do então baixista Liminha, a jovem fotógrafa teve acesso privilegiado aos ensaios, aos shows e à intimidade de pura psicodelia de uma das maiores bandas brasileiras. Ela nem desconfiava, mas naquele momento estava fazendo parte de um dos capítulos mais importantes da história da música – e capturando tudo com sua máquina fotográfica de uma forma singela e espontânea, como amigos registram seus momentos juntos. Os Mutantes: A hora e a vez (Belas Letras, 224 pp, R$ 199,90) é um documento histórico nunca acessado, com momentos da convivência entre os Mutantes e os anos em que moraram juntos como uma legítima comunidade hippie na Serra da Cantareira, uma região ao norte de São Paulo. Além disso, cenas de shows, ensaios, bastidores e momentos únicos de descontração, incluindo notas pessoais afetivas de Leila. Essa é uma edição de luxo, em capa dura, com mais de uma centena de fotografias.
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