Um ensaio sobre a natureza do mal
'O beco das ilusões perdidas', de William Lindsay Gresham, é descrito como um livro brilhante e assustador
Em O beco das ilusões perdidas (Planeta, 304 pp, R$ 59,90 – Trad.: Flávia Souto Maior), o jovem Stan Carlisle, carroceiro de um circo de variedades, assiste, em um misto de repulsa e curiosidade, a uma das principais atrações do lugar: um alcoólatra, decadente e entregue à própria imundice, é apresentado como um selvagem, sendo objeto de espanto, nojo e escárnio da multidão voyeurística. Stan se pergunta como um homem pode se humilhar e perder a dignidade daquela forma. Ele jura que nunca, de forma alguma, essa desgraça poderia acontecer com ele. Stan é inteligente e ambicioso – e não sem um traço útil de crueldade -, e em breve sobe na hierarquia do circo. No palco, vira assistente no espetáculo de leitura de mentes e adivinhação, e em pouco tempo se “gradua” como um espiritualista. Aproveitando-se de suas novas habilidades, sai do circo e passa a atender ricos e crédulos em suas belas casas. O mundo parece estar à disposição de Stan. Mas seu caminho cruzará com o de uma perigosa psiquiatra, e nem tudo sairá como planejado: as ambições do jovem Stan cobrarão seu preço. Clássico da literatura norte-americana, o livro de William Lindsay Gresham foi adaptado para os cinemas por Guilhermo del Toro, com previsão de estreia para janeiro de 2022.
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