O passado recontado em visão futurista
Em 'O céu entre mundos', Sandra Menezes propõe a existência de um planeta onde vivem antepassados dos habitantes da Terra e dirige a discussão para a África, conexão entre esse dois lugares
No planeta Wangari, conflitos pelo poder provocam mágoas e medo, mas pessoas negras empreendem uma busca para a solução de seus problemas. E seus habitantes mantém conexão com o continente africano na Terra. Essa visão futurista é o ambiente de O céu entre mundos (Malê, 166 pp, R$ 44), de Sandra Menezes. A protagonista do romance, Karima, mantém conexão com e diálogo com um ancestral, e ela tem contato com a história de Wangari, semelhante à Terra. Seus moradores são negros, caracterizados a partir de diversidade, o que é uma proposta de imaginação subversiva em uma sociedade que repete “preto é tudo igual”. Mulheres e homens exercendo o poder de falar da história de seus antepassados na Terra aparece tanto como exercício memorialístico como necessidade política.
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