Brasil atinge R$ 1,5 milhão de vendas em Bolonha
Em decorrência de contatos estabelecidos na feira italiana de livros infantojuvenis, editoras brasileiras devem fechar mais R$ 2,6 milhões em negócios durante os próximos 12 meses.
Depois de dois anos em formato virtual, a Feira do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha deste ano, realizada presencialmente entre 21 e 24 de março, proporcionou ao Brasil US$ 329 mil em vendas de livros e direitos autoriais, equivalente a cerca de R$ 1,5 milhão. A previsão é de que nos próximos 12 meses as editoras brasileiras fechem mais US$ 554 mil em negócios de direitos e livros impressos, aproximadamente R$ 2,6 milhões.
Com esse panorama, o dinheiro movido pela Feira de Bolonha para o Brasil poderá alcançar R$ 4,1 milhões, segundo o Brazilian Publishers, projeto setorial de fomento às exportações de conteúdo editorial brasileiro.
Nove editoras representaram o Brasil na feira italiana: Ateliê da Escola, Callis, Editora do Brasil, Girassol Brasil, Jujuba, Melhoramentos, Ôzé, Pallas e Todolivro. Elas tiveram apoio do Brazilian Publishers, projeto que é parceria entre a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
“Computamos números otimistas com a nossa participação em Bolonha, que demonstram crescimento de vendas desde o período pandêmico. Além disso, é gratificante ver como as editoras do Brasil estão mais bem preparadas a cada ano para as negociações com editores internacionais”, disse Vitor Tavares, presidente da CBL.
O estande brasileiro em Bolonha também teve, pela primeira vez, uma parceria com a Embaixada do Brasil em Roma. O embaixador Helio Ramos visitou o estande, local de encontros com profissionais do mercado editorial internacional para negociação de direitos autorais das editoras brasileiras.
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