Imagens ajudam a entender marginalização dos povos da Amazônia
Registros mostram como a população local sofre, há séculos, com o desinteresse e a letargia por parte do restante do país e dos estrangeiros
A Amazônia do fim do século XIX era lugar de todas as gentes, de todas as cores, de todas as caras a falar um mundo de idiomas. A ideia de civilização nas imagens da Amazônia 1865-1908 (Telha, 270 pp, R$ 69) conduz quem ler o livro a se enveredar pela experiência de vida de quem produziu e de quem foi o foco das imagens. Grandes palacetes, modernos bondes elétricos, tratamento de água, óperas famosas. Assim era a Amazônia nos tempos da borracha. A “Paris dos trópicos”, título disputado entre Manaus do Amazonas e Belém do Pará. Repleta de iconografias da época, a obra de Maurício Zouein tem por objetivo a compreensão das relações sociais, políticas, econômicas e culturais, transformadas em expressões visuais, que mostram a luta local pela preservação do tradicional e do “progresso a qualquer custo”. O livro destaca que “a magia que impera no coração da maior floresta do planeta vem sucumbindo, pouco a pouco, às ações de degradação do homem, seja através das mãos dos escravos do passado, seja através da mineração ilegal do presente”.
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