Apanhadão da semana: Morte de Danuza Leão mobiliza jornais
Autora de oito livros e colunista ativa em alguns dos principais diários do Brasil, Danuza recebeu uma extensa cobertura de Globo, Folha e Estadão, com análises de sua vida agitada
Os grandes jornais diários deram enorme destaque à morte de Danuza Leão [na foto, aos 17 anos]. Com tantas atividades diferentes em seus dinâmicos 88 anos de vida, ela também se notabilizou por oito livros de sucesso e colunas na imprensa. Na Folha, Ruy Castro escreveu um extenso e carinhoso perfil. O Globo destacou seus dois prêmios Jabuti, com a autobiografia Quase tudo (2005) e Fazendo as malas (2008). O Estadão destacou Danuza como símbolo da cultura carioca.
Duas obras que marcaram muitas gerações de jovens e continuam relevantes tiveram seus “aniversários” nesta semana. O Estadão falou dos 25 anos de Harry Potter e a Pedra Filosofal, de J.K. Rowling, ainda presente nas listas de mais vendidos em vários países. E a Folha noticiou uma exposição em Paris para comemorar os 75 anos do clássico O pequeno príncipe, de Saint-Exupéry.
Mas nem tudo é festa para a criadora de Harry Potter. Globo e Folha publicaram o infortúnio de J.K. Rowling. A autora caiu em um trote de comediantes russos que se fizeram passar por Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia. Um vídeo com a escritora numa reunião virtual com os humoristas foi apresentado durante o Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo, mostrando Rowling acreditando estar conversando com Zelensky.
O Globo também publicou entrevista com Geraldo Carneiro, que lança o autobiográfico Folias de aprendiz (Intrínseca). O poeta, imortal da ABL, relembra no livro a época de ouro do Rio de Janeiro, nos aspectos cultural e econômico, conta alguns casos que protagonizou com amigos famosos e fala de sua internação, revelando o diagnóstico de bipolar.
Outra boa entrevista desta semana está na Folha que conversou com o filósofo francês Frederic Martel, que estará na programação do Fronteiras do Pensamento deste ano. Para ele, a internet é um conjunto de panelinhas separadas por culturas. Ele avalia também que a globalização não destrói a relação das pessoas com o seu local.
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